quarta-feira, 16 de setembro de 2015

A Cia. Cênica Ventura apresenta: Máquina para Ícaro


Uma gaiola, duas pessoas, ora meninos, ora adulto, ora velhos, teatro, relógios, tempo , acrobacias, trapézio, vôos, menor que o mundo, bola de equilíbrio, circo, movimento, butoh, objeto, performance, sonhos, sentidos, ausências, liberdade.
Máquina para Ícaro é um espetáculo híbrido que traz elementos do teatro físico, da dança e do circo, contando com números acrobáticos de trapézio. A encenação mostra duas pessoas presas dentro de uma gaiola, como pássaros. Uma gaiola de 7 metros de altura e instalada ao ar livre. É um projeto que pretende provocar de imediato um impacto visual a partir dessa cenografia, a ideia de um espaço surreal, mas ao mesmo tempo possível. A metáfora da gaiola remete a relação entre prisão e liberdade, um dos temas da encenação. O que nos aprisiona e o que nos impossibilita de voar? Não há em Máquina para Ícaro o objetivo de contar uma história mas as histórias que são contadas tratam de medos, sonhos, conquistas e superação.
Com direção e dramaturgia da atriz/bailarina israelense Yael Karavam, a poesia está presente em todos os momentos e elementos de Máquina para Ícaro, desde o texto até a criação dos movimentos dos atores.
É um espetáculo movido a sonhos e poesia, onde o sonho é o combustível para ser livre. Este projeto foi contemplado pelo Prêmio Funarte Artes na Rua (Circo, Dança e Teatro) - 2013”
A espetacular apresentação da Cia Cênica Ventura na Praia da Pipa, "Máquina de Ícaro" encerrará as atividades do flipAut! 2015, sábado 26 de setembro às 22h na Praça do Pescador - Pipa-RN



Ficha técnica
Concepção dos pequenos e grandes sonhos obsessivamente reunidos sob o olhar atento de Berg Farias Direção artística Yael Karavan
Assistente de direção e provocador cênico Sandro Souza.
Dramaturgia: Yael Karavan e Cia. Cênica Ventura
Cenas criadas, sonhadas, invocadas, evocadas, improvisadas: Ana Luiza Faria, Berg Farias, Sandro Souza e Taunay Thabata.
Interpretes-circenses-bailarinos: Ana Luiza Faria e Berg Farias.
Músicas e recriações: Nilson Eloi
Cenografia apaixonadamente desejada por Berg Farias
Ardentemente idealizado por todos e fervorosamente criado por: Nilson Mendonça.
Apoios e técnicos Manuel Evaristo e Tato Takai
Figurinos sonhados por Berg Farias.
Dado forma e concretizado por: Fátima Rocha.
Colaboradores de pesquisa e preparação Sandro Souza.
Criação e a gravação de imagens: Nilson Eloi/Estúdio Sonorus
Olhar fotográfico: Paulo Fuga.
Preparação e montagem circense Maria Luiza Lopes.
Direção em trapézio fixo Alexandre Santos e Maria Luiza Lopes.
Gestão administrativa: Hugo Victor
Agradecimentos: Gira dança, Anderson Leão, Arlindo Bezerra, Celso do Gira, Marcondes do Gira, Arisandro Silva, Pc Salles, Kathleen Louise, Artemio Monteiro, Cesar Ferrari, Manoel Evaristo, Tauany Thabata, Dayane Emannuelle, Edo Sadistic, Márcio Bento, Rodrigo Carinhana, Danilo Guanais, Canindé Wagner, Gerferson, Janaina Alves...

Casa do Cordel na Feira Literária do flipAut! 2015


A Casa do Cordel, criada pelo poeta Abaeté, Erivaldo Leite de Lima, já possui em seu acervo milhares de folhetos de cordel e centenas de títulos diferentes para venda e troca. No Rio Grande do Norte, a Casa do Cordel é o primeiro espaço cultural totalmente destinado à literatura de cordel, onde Abaeté reune poetas, músicos, escritores, jornalistas e apreciadores desse gênero literário para tertúlias e saraus nos finais de tarde, além de fomentar a leitura do folheto de cordel para novos leitores.
A Casa do Cordel é um espaço organizado e mantido com o apoio e forças daqueles que compreendem a importância da cultura na formação de um povo.
A Editora Casa do Cordel vai estar presente na Feira de Livros novos&usados do flipAut! 2015, de 23 a 26 de setembro na Praça do Pescador em Pipa, das 18h às 22h, representada pela cordelista, poetisa, compositora e cantor Tonha Mota, de Taperoá (PB).

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Campo de forças, praia de lutas. A Pipa em perspectiva antropológica


O antropólogo francês Dr. Tristan Loloum estará presente no flipAut! 2015 para conversar sobre a sua pesquisa de doutorado que trata das transformações ocorridas no município de Tibau do Sul desde os primeiros veraneios até os dias atuais. Seu trabalho analisa a vida social e cultural de Pipa sob o prisma das grandes mudanças econômicas e políticas ocorridas no litoral sul no século XX: a crise dos engenhos, a “modernização” da pesca, a emancipação do município e o desenvolvimento turístico.
Não perca "Campo de forças, praia de lutas. A Pipa em perspectiva antropológica" na quinta-feira 24 de setembro às 21h no palco do flipAut!, na Praça do Pescador - Pipa/RN.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

[Expô] Poemas Visuais de Falves Silva



Um dos nomes mais representativos dos movimentos do Poema/Processo e da Arte Correio, Falves Silva também vai estar no FlipAut!2015. Com uma exposição de poemas visuais e colagens, Falves apresenta mais uma leva de trabalhos marcados pela apropriação e ressignificação semiótica que marcam sua trajetória artística de muita rebeldia e humor.
Todos os dias, por baixo da Tenda Literária do flipAut! das 18h às 22h

[Apartamento 702] Poesia na internet


A internet e seu caráter de potencializar a liberdade. A grande rede mudou dinâmicas sociais, econômicas e culturais. Uma delas, em específico, está na poesia. Sem mais depender de grandes editorias para ter seus trabalhos lidos, novos escritores surgem com propostas inovadoras e arrebanham milhares de fãs. O Apartamento702 tem o orgulho de apresentar dois deles, que começaram a trabalhar no RN: Marcelo Tavares¹, autor da página Paneloviski, que inspira hoje mais de 80 mil corações apaixonados Brasil a fora e o poeta Gonzaga Neto², que com sua Amorragia, e mais de 20 mil fãs no Facebook, divulga seus poemas.
A mesa será mediada pelo editor do Apartamento702, Fábio Farias. No palco do flipAut! 2015, "Poesia na internet", sexta-feira 25 de setembro às 19h.
 
¹ Marcelo Tavares Formado em jornalismo pela UFRN. Em 15 anos de estrada, trabalhou na área de assessoria de imprensa, jornal impresso, campanhas eleitorais e redação publicitária. Participou, juntamente com os jornalistas Itaércio Porpino e Anne Caroline, da fundação do Guia Cultural Solto na Cidade, o primeiro guia cultural de Natal. Em fevereiro de 2014, criou a página Paneloviski, no Facebook. Um espaço onde eu divulgo textos autorais, microcontos. A Fan Page já ultrapassou a marca dos 83 mil fãs. Paneloviski também está no Instagram. O perfil tem 14500 seguidores.
 
² Luiz Gonzaga Miranda Neto Carioca radicado em Natal-RN, autodenomina-se Poticarioca, já que as raízes nordestinas sempre falam mais alto. Estudante de Comunicação Social na UFRN e redator publicitário, trabalha com poesia desde 2013 quando iniciou a página Amorragia, no Facebook. A partir daí participou de algumas antologias (Rima Rara e Verão Caliente) e alguns zines (Caferima Ed.1 e Ed.2 e Iapois Poesia). Também fez parte da exposição Entrepeles - poesia em corpos e sempre está pelos eventos artísticos da cidade trabalhando com o que mais gosta de fazer, poesia oral.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Sebo Vermelho na Feira Literária do flipAut! 2015


Está confirmada na Feira de Livros novos&usados, que acontecerá durante o flipAut! 2015 - 6º festival literário alternativo de Pipa, a presença do Sebo Vermelho de Abimael Silva.
O Sebo Vermelho completou 30 anos de uma profícua existência no mês de Agosto de 2015. Nesses trinta anos o Sebo Vermelho – um dos poucos sebos que editam livros no Brasil – já lançou mais de 400 títulos. Alguns títulos antológicos e outros esgotados e de difícil acesso.
O Sebo Vermelho prima pela edição de livros do Estado do Rio Grande do Norte e tem prestado uma enorme contribuição para a nossa história e cultura literária. Atualmente o sebo, que já vendeu discos também, vende apenas livros e conta com um acervo de aproximadamente 30.000 volumes. Desse total uns 10.000 são de autores Norte Rio-Grandenses.
Durante o flipAut! 2015, a Editora Sebo Vermelho lançará dois novos livros: um de Olavo de Medeiros Filho, sobre a história da cidade de Nísia Floresta, e outro com uma seleção dos micro contos dos concursos literários de 2013 e 2014.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Resultado do 2º Concurso Literário de Micro Contos


O 2° Concurso Literário de Micro Contos foi um verdadeiro sucesso. A participação foi muito boa e recebemos, além dos contos de muitos moradores de Pipa,  também trabalhos de autores de outras cidades, estados e países. 
Entre a de muitos, brilhou a maciça participação dos estudantes do CEP - Centro Educacional Pipa; a decisão final da comissão julgadora, composta pela escritora mineira Ana Elisa Ribeiro, o escritor e editor potiguar Carlos Fialho e o jornalista paulista Yuno Silva, colocou quatro deles entre os primeiros cinco classificados, enquanto outros ganharam uma menção especial. Vamos ver, então, quem ganhou o concurso afinal!

1º classificado

As onças
por Clélia Maiza B. Silveira

Para mim, Pipa é um vilarejo. João e Maria passeiam quando de repente se deparam com duas onças pintadas. João jura proteger Maria até que a morte os separe. Na primeira oportunidade, jogou Maria para as onças. Correu e saiu ileso da situação.
- A morte nos separou!

2º classificado

Lembrança
por Abril Torrisi

Para mim, Pipa é um lugar lindo! Aqui morava meu irmão. Lembro que um dia ele ia caminhando, veio um caminhão e... Foi morar na Paraíba. Ele não gostava de caminhões.

3º classificado

(En) canto
por Ian David Macario C. Tenorio

Para mim, Pipa é cheia de encantos. Sereias saem à noite. Pena que cobram horrores para levar os desesperados às profundezas dos oceanos.

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Para a primeira classificada neste concurso, a jovem Maiza, o premio será um jantar para duas pessoas no restaurante Tapas em Pipa. Aos segundo e terceiro classificado vai um bom livro e a camiseta do flipAut! 2014.

Menção honrosa para os seguintes contos:

Lembranças
por Laila de Vasconcelos Argon

Para mim, Pipa é uma terra de boas lembranças. Casei com um homem do Exército, ele venceu tantas e tantas guerras, muitas e muitas lutas. Mas não resistiu a uma única batalha, a pior e mais sangrenta de todas: o casamento.

[sem titulo]
por Fausto de Araújo Neto
Para mim, Pipa e seus habitantes, digo, seus últimos resistentes, deveriam se encantar. Eles devem sair de lá, pois Pipa já não pertence a mim, nem a você nem a qualquer outro homo sapiens. Desde a Rebelião das Fadas e da Revolta das Tartarugas os Golfinhos e os Centauros invadiram a Baía do Madeiro e o Castelo da Princesa, erguido na Praia do Amor, encurralando assim a última tribo humana, formada por pescadores, índios, dois veranistas e um casal de holandeses numa restinga logo ali, onde ficavam as barraquinhas na beira-mar. Tudo aconteceu naquela noite fria. A névoa que nunca vem tomou conta da rua e do Santuário. Ela era densa e o som de um atabaque seco dava um ar ainda mais misterioso. Então umas naves emitiram raios e soaram as sirenes o caos se instalou. Do Chapadão surgiram Gigantes, mas que logo foram derrotados pelos calangos, que àquela altura eram do tamanho de Dragões de Komodo, que não soltavam fogo, mas sim uma fumaça fedorenta que deixava tudo mais azul. Pipa não é mais a mesma, mantém o nome de Reinado Galático da Pipa por força de decreto. Já foi point, já foi praia, mas como disse antes, Pipa deveria se encantar, ser sacada do mapa e reaparecer nos arredores de Atlântida.


Guerreiro navegador
por Raimundo Muniz

Para mim, Pipa é mundo secreto de protagonistas com suas dúvidas, inquietudes, alegorias e alegrias.  Conheci um desses: Geraldinho!
Avenida dos golfinhos, fim de noite. Não demorou muito para colher informações a seu respeito, pois vem de uma linhagem das mais antigas de Pipa. Filho de seu Francisquinho, cresceu no estaleiro da família, especializando-se na construção de barcos. Também possuiu uma barraca de praia, a Reggae Bar.
Estava com alguns amigos, quando ele chegou, com suas máximas e com seu jeito maroto. Menino do mar!
Logo estávamos com uma garrafa de cachaça nas mãos. Oferecemos-lhe, Geraldinho aceitou. Óbvio! Limpou a boca da garrafa e deu aquele gole!
– Essa é das boas! – disse. – Daquelas que lacrimeja as bochechas e nos faz arrotar! Sibaúma?
Despedimo-nos e fomos embora. De dentro do meu carro, vejo-o sentado na calçada, próximo à Praça do Pescador. Escuto-o conversando sozinho.
 – Tenho que ir embora! Quem mandou misturar tantas bebidas? Tomei Campari, cana 51 e cerveja.
– Sibaúma? Como pode ser? Que cachaça é essa? Levantou-se e passou a subir a avenida.  Ainda deu para escutá-lo.
– Sibaúma?
Passou direto, indiferente aos sons que ecoavam na boate. Perdi-o de vista. Deve ter ido dormir.
– Até amanhã, guerreiro navegador!

Eu menino-peixe
por
Rosângela Trajano

Para mim, Pipa é a lembrança do menino peralta que fui a brincar nesse mar azul de um azul nem céu nem olho de princesa, apenas o azul que pulsa na minha alma. E eu o menino de Pipa subi e desci ladeiras, naveguei nos barquinhos, bailei com os golfinhos, estive entre nuvens e areias claras com o meu sorriso meio tímido, meio inquieto, meio peixe que nunca sai do mar para ver as estátuas andantes na terra. Saudades, saudades me consomem, do menino que em Pipa brincava de inventar castelos de areia dentro e fora de mim, à espera de que o mar me trouxesse o gigante Adamastor ou algum encanto que navega meninos em seu entardecer de sol brando e quieto. Em menino saí com a minha bola a dá chutes para cima na esperança de que seu retorno me trouxesse um sonho, o de me fazer menino-peixe. São as lembranças de Pipa que me constituem feito homem que muito gostaria de voltar o relógio para brincar de ouvir tartarugas cantarem manhãzinha cedo. Em infância meus barcos navegavam em Pipa, hoje muitos barcos naufragaram em mim saudosos do menino-peixe que abandonou seu gigante, o gigante mar de Pipa, assim foi e será para mim.

[sem titulo]
por Ester Carmen Albert
Para mim Pipa vibra em cada rua, em cada silencio. Em cada espaco algo novo... a busca, ... sempre a busca.
Jovens que chegam abertos ao encontro com muita energia, com muito despreparo e criando em liberdade e sem pressa vivem sonhando um futuro diferente de amor, paz e o dinheiro que alcance até o sol raiar.
José veio com a sua Maria e pouco tempo depois chegou a criança.
As estrelas sorriram, a chuva os purificou, a cidade abriu suas portas e os três cresceram ao aconchego do inesperado.
A crianca se perdeu  num beco empedrado e todos os coracoes o estao procurando, cada um a seu jeito, a seu ritmo, de  olhos abertos ou fechados, de dia ou de noite, num amigo, numa arvore, num artista.
Detrás de cada esquina todos esperam encontrar a criança.
A criança foi marcando seu caminho, as vezes com pedras, outras com amor, fé, solidariedade e todos aqueles que encontrem ele sortearão as pedras e abrirão os corações para lhe dar um lugar.
Para andar juntos ate a luz, e levar a esta, nossa Pipa ao reino da paz.Andou pelas ruas, andou pelas praias e sem fazer barulho ficou escondidinho na alma pipense.

[sem titulo]
por Cefas Carvalho
Pipa para mim é o lugar onde escolhi para morrer. Quando saíram os exames detectando o câncer incurável e os seis meses de vida, decidi me desfazer de tudo, abandonar a fumaça e o estresse da cidade grande e passar o resto da minha vida na idílica praia que havia ido muitos anos antes, em rápidas e inesquecíveis férias. Instalado na Pipa e em paz com meu destilo, entre canções e golfinhos, sol e comidas, conheci Helena, que também havia abandonado a megalópole para viver a paz da Pipa. Foi encanto imediato e em poucas horas estávamos como amantes de longa data. Revelei a ela meu segredo, minha doença, e ela fez pouco caso daquilo. Vamos viver intensamente o tempo que você tiver de vida, sorriu. E, assim os seis meses se tornaram alguns anos, de amor, carinho e dedicação mútua. Hoje, dez anos depois do diagnóstico da doença, Pipa para mim é meu paraíso e meu inferno. Este último, desde que um motorista imprudente tirou a vida de Helena, há um par de anos, na rua principal da Pipa. Em solidão,  abençoado pela beleza da praia conto os dias para que a doença me leve desta praia e desta vida...

Parabéns aos que ganharam e obrigado a todos os que participaram.
Viva Pipa, viva a leitura, viva o concurso literário de micro contos !!!