segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Coco Catimbozado no flipAut! 2017


"Coco" significa cabeça, de onde vêm as músicas, de letras simples, com influência africana e indígena, é uma dança de roda acompanhada de cantoria e executada em pares, fileiras ou círculos durante festas populares do litoral e do sertão nordestino. Recebe várias nomenclaturas diferentes, como pagode, zambê, coco de usina, coco de roda, coco de embolada, coco de praia, coco do sertão, coco de umbigada, e coco catimbozado, ainda outros o nominam com o instrumento mais característico da região em que é desenvolvido, como coco de ganzá e coco de zambê. Cada grupo recria a dança e a transforma ao gosto da população local.
O catimbó
Catimbó em tupi-guarani remete a fumaça do mato, por séculos também foi um culto perseguido, mas neste período contemporâneo ele tem se transformando em uma cultura de riqueza e ancestralidade de diversos povos do Nordeste.
No Rio Grande do Norte o coco catimbozado tem despertado o interesse de diversos artistas que convergem para o resgate da cultura do catimbó e permanência dos signos já conhecidos.
A Cidade de Natal também conhecida pela existência de muitos terreiros de Catimbó-Jurema, que se relacionam até hoje com os contextos urbanos e permanecem resistentes na preservação de suas identidades, o Catimbó é uma das expressões dentro do contexto da cultura da Jurema ou Jurema Sagrada, Catimbó também é um nome para significar feitiço ou trocas de energias, e portanto também conhecido como culto ou expressão onde se cultua e louva a ciência e memoria dos Mestres e Mestras, Caboclos, Pretos Velhos, Boiadeiros, Marinheiros, Parteiras, Curandeiras, Mangaeiras, Lavadeiras, Canavieiras, Carvoeiras, Cangaceiros, Ciganos e Ciganas, Agricultores, Pescadores, Artistas de Rua, Poetas, Ancestrais Originários, Ancestrais Africanos.
Coco Catimbozado é um projeto de artistas de terreiro, que em meio as suas conjunturas e reconhecendo suas riquezas culturais enquanto povos afro-ameríndios embarcam na arte de rua, com o espetáculo “Reino do Coco Catimbozado”, com musicas conhecidas como “pontos”, abordam a temática do combate ao racismo e à intolerância religiosa, e lançam pontos da cultura do catimbó fortalecendo as raízes culturais norte rio-grandense de diversos povos.
No Coco Catimbozado utilizamos diversos instrumentos musicais como: pandeiro, ganzá, rabeca, triangulo, alfaiá, Ilú, maracá, abê, xequerê, caxixi, agogô, todos esses instrumentos fazem parte da historia da musica afro-brasileira, indígena, e afro-ameríndia.
O resgate da música tradicional, ancestral, do culto à Jurema Sagrada, dos saberes, da mística e da cultura popular do Rio Grande do Norte são abordados de forma lúdica e sagrada no coco catimbozado.
Domingo, 10 de dezembro, às 22h, encerramento do flipAut! 2017 com a apresentação do grupo Coco Catimbozado na Praça do Pescador - Pipa/RN. Não perca !!!

Vida Simples - com Eliade Pimentel - no flipAut! 2017


Diálogo com a jornalista Eliade Pimentel (@sersimplesesaudavel) sobre autonomia, sustentabilidade e marketing pessoal, tendo como parâmetros as escolhas que pontuam a maneira simples de viver dessa profissional, que é também estudante e mãe.
No palco do flipAut! - festival literário alternativo de pipa, vamos conversar com Eliade Pimentel, domingo, 10 de dezembro, às 19h. Não perca

Quase Não Me Recupero Do Golpe Que Seus Olhos Me Deram - Lançamento do livro de Eliano no flipAut! 2017


Eis a minha primeira publicação literária e já não era sem tempo. Não fosse agora, talvez não publicasse jamais estes poemas – a não ser nas redes sociais –. Não fosse Jack d’Emilia, o italiano mais potiguar que eu conheço, com seu entusiasmo, talvez não me sentisse tão à vontade com relação a essa publicação. Estou em transição. Sempre estive, quer seja na música ou na escrita. E este opúsculo demarca uma maneira de escrever que já não é a mesma dos poemas mais recentes. “Quase não me recupero dos golpes que seus olhos me deram” traz poemetos que capturam instantes com poucas palavras. Sempre fui um sujeito de poucas palavras, contido, tímido... e esse comportamento, eu acho, é refletido na forma, mas não no conteúdo, pois mesmo falando pouco, falo sobre o profano, o mundano, a sem-vergonhice, a carne e o sexo, como pessoas sonsas falam. Este não é um livro de amor, mas é também um livro de amor. Isto nem é um livro, mas é o meu primeiro livro. O livro foi diagramado pelo poeta e editor Victor H. Azevedo. O prefácio é do poeta João Batista Morais, vulgo João da Rua. 
Será lançado pelo selo FLIPAUT, durante o 8º Festival Literário Alternativo de Pipa, no dia 08/12.
Não perca!

Eliano

flipAut! 2017 - Vídeoclipe de divulgação


flipAut! 2017 - 8º festival literário alternativo da Pipa 
7 a 10 de dezembro na Praça do Pescador + Circuito Cultural 

Foi divulgada hoje, nas redes sociais, a programação completa do flipAu! 2017 – oitavo festival literário alternativo de Pipa – que acontecerá na cosmopolita praia potiguar de 7 a 10 de dezembro. De quinta a domingo, no palco do evento, bate-papos, encontros, debates, lançamentos de livros e apresentações culturais locais e convidadas. 
O lançamento em Natal do flipAut! aconteceu na quarta, 29 no Nalva Melo Café Salão, a partir das 16h e a programação impressa foi distribuída para os interessados. 
O festival conta com o patrocínio da Prefeitura municipal de Tibau do Sul, que disponibiliza a infraestrutura necessária, e o apoio do setor hoteleiro, além da colaboração de muitos membros da comunidade, que participam de forma voluntária ao grande esforço coletivo, pelo bom êxito deste evento “non profit”, sem fins lucrativos. 
Todos os dias, são quatro as atividades no palco propostas ao público. “Não está fácil destacar umas das outras”, diz Jack d’Emilia, produtor do evento, “porque são todos temas atualíssimos e interessantes”. 
Na quinta, logo depois da abertura oficial do evento, a atriz e escritora, Alice Carvalho, e o escritor e editor, Carlos Fialho, debatem sobre como transformar ideias em livros, peças e produções audiovisuais. Ainda na quinta, o projeto “Leia Mulheres” será apresentado ao público, por representantes da rede potiguar de incentivo à leitura de obras femininas, e o mais que recente documentário “Alcaçuz” será projetado no telão, após um bate-papo com os estudantes de jornalismo que o realizaram. 
Na sexta-feira (8), de dezembro, o destaque é a conversa poético-musical NEGRA POESIA – NEGRA MELODIA entre João Batista Morais e Eliano, depois de um bate-papo com exponentes da editoria alternativa potiguar, Raul Pacheco e Victor H Azevedo. 
Para encerrar a noite, o Sarau Insurgências Poéticas, com Civone Medeiros, Felipe Nunes, Marina Rabelo, Rozeane Oliveira, Thiago Medeiros e convidados. 
“Por mim e para Sandra e Marizé, do Leitura na Praça”, continua Jack d’Emilia, “é o maior sonho realizado, trazer para Pipa uma Feira de Livros Novos e Usados desse tamanho. Este ano, haverá quatro estandes de sebos, além de outros livreiros, e a BIT – Biblioteca Itinerante de Troca, de Raimundo Muniz, onde você troca um livro já lido por um que ainda não leu, sem gastar um real. Está confirmada a presença do Sebo Vermelho, de Abimael Silva, do Cata-Livros, do Seburubu e do Sebo Zahir, de Parnamirim. Milhares de livros novos e usados, que são um grande incentivo à leitura para moradores e turistas”. 
No sábado (9), o produtor do evento destaca, justamente, uma conversa informal com Jácio e Veronica, do Sebo Cata-Livros, de Natal/RN, que comemoram quatro décadas de trabalho, e vão contar muitas anedotas divertidas. Às 22h, Cellina Muniz, escritora e agitadora cultural, mais Lívio Oliveira, poeta, escritor, acadêmico das Letras do RN, debatem sobre liberdade de expressão em “EROS – Resistencia Poética e Política”. A seguir, o público interessado, poderá participar do Sarau Erótico “Poesia e Poder Sem Pudor”, que acontecerá na Pizzaria Calígula/Espaço Cultural, às 23h30.
 Sempre no sábado, para um público adulto também, às 19h, no Espaço Marina, na rua da Gameleira, será apresentada a peça “Cartas Para A Alemanha” de e com Elze Maria Barroso, uma reflexão sobre a condição da mulher negra, junto a condição do deficiente visual. 
Haverá muitos lançamentos de livros no festival literário alternativo da Pipa, dos mais variados gêneros; entre muitos, o produtor do evento destaca “Quase não me recupero do golpe que seus olhos me deram” de Eliano, poeta e músico de Pau dos Ferros, primeiro livro do selo flipAut!, não considerando umas pequenas publicações de poemas de estudantes de Pipa, em formato de cordel, que foram impressas em passado. 
No domingo (10), haverá uma grande comemoração final, no palco do flipAut, na Praça do Pescador, com uma homenagem póstuma a “Antônio Pequeno – Poeta da Pipa”, figura simbólica de uma Pipa de outrora, com a presença de parentes, amigos e convidados. 
O show de encerramento é por conta do Grupo Coco Catimbozado. 
Fora disso, ainda haverá várias oficinas, seja com estudantes, nas escolas, que para público livre; muitas serão as exposições de arte, pintura e fotografia, em locais parceiros, que compõem o Circuito Cultural do flipAut! 2017; mais uma vez o produtor do evento afirma que não está fácil destacar uma exposição mais que outra e convida todos a conferir a programação completa no blog do festival.

SERVIÇO flipAut! 2017 
8º festival literário alternativo da Pipa 
7 a 10 de dezembro na Praça do Pescador – Pipa/RN 
+ Circuito cultural 
e-mail flipAut@yahoo.com.br 

domingo, 3 de dezembro de 2017

"Montero Lobato no Ensino de Ciências" no flipAut! 2017 - Lançamento do livro na Pipa


Este livro é a publicação de uma dissertação de mestrado defendida em 2012 pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGED), UFRN. Objetivou investigar a contribuição da literatura infantil lobatiana para o Ensino de Ciências. Todas as atividades descritas foram desenvolvidas na Escola Estadual Professor José Mamede, localizada no município de Tibau do Sul. Numa perspectiva interdisciplinar, obras específicas foram lidas em aulas de Língua Portuguesa e os conteúdos científicos, nelas presentes, foram abordados em aulas de Ciências.
Lobato, um “literato com veia científica”, era um apaixonado pela ciência. Várias são as “estórias” que se desenrolam por meio dos conhecimentos científicos trazidos pelas falas dos seus personagens. O livro traz, ainda, o lado mais polêmico de autor: participação nos movimentos eugenista e higienista, a prisão na era Vargas pela luta em defesa do Petróleo como um patrimônio nacional e, mais recentemente, a acusação de conteúdo racista em algumas obras da literatura infantil. Todos esses aspectos evidenciam a diversidade da obra lobatiana e apontam a potencialidade da utilização das suas diferentes facetas, de diferentes formas, no ensino de ciências e na educação de modo geral.
Autores: Sílvia Groto – Bióloga, Professora de Ciências da Rede Estadual de Ensino do RN por 16 anos. Atualmente Professora do Centro de Educação da UFRN. Moradora de Pipa há 20 anos.
André Ferrer – Físico, Professor do Centro de Educação da UFRN.

Sábado (9) às 19h no palco do flipAut! 2017, conversaremos com Silvia Groto, co-autora do livro. Não perca!  

EROS - Resistência Poética e Política


Neste bate-papo os debatedores, Cellina Muniz e Lívio Oliveira, estabelecerão entrecruzamentos entre a necessária resistência e mesmo transgressão às falsas regras urdidas na quadra atual, em que o pensamento e a prática reacionários vêm obtendo espaço ampliado e preocupante.
A liberdade de expressão, inclusive no campo da sexualidade, que historicamente permeia a arte, é o objeto principal e que se enquadra entre parâmetros da poesia e da política, campos em que a mente e o espírito humanos não permitem dissociação.
A ética e a estética podem e devem andar juntas, sem que isso configure cerceamento ao direito de liberdade artística.
Cellina Muniz é, dentre outras milongas, professora do Dept. de Letras da UFRN, escritora, aquariana com ascendente em gêmeos e mãe da Rosa Maria.
Lívio Oliveira é poeta, cronista, compositor, advogado público federal, membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras, autor de diversos livros de poemas e um de ensaios.
"EROS - Resistência Poética e Política" - sábado, 9 de dezembro, às 22h no palco do flipAut! 2017, na Praça do Pescador, PIpa/RN. Não perca ! 

Confirmada a Editora Castanha Mecânica na Feira de Livros Novos e Usados do flipAut! 2017


A Castanha Mecânica surgiu em 2011 editando ebooks livres numa plataforma gratuita. Após dois anos de atividades, incluiu livros digitais também em copyright. E em 2016, os analógicos. Para o livro físico, a editora cria em projetos gráficos que interferem na obra como elemento narrativo e provoquem experiências sensoriais e sinestésicas nos leitores. Fundada e coordenada pelo editor Fred Caju, a Castanha Mecânica tem atuação em feiras literárias e na ocupação de espaços públicos para a comercialização dos seus livros, através de uma dinâmica nômade de vendas.
De quinta 7 a domingo 10 de dezembro, todos os dias, das 17h30 às 23h na Praça do Pescador - Pipa - Feira de Livros Novos e Usados do flipAut!
Aproveite!