sexta-feira, 16 de novembro de 2012

[batePapo] As evidências da evolução com Ricardo Prata


"Estamos cercados por infindáveis formas belíssimas e fascinantes, e não é por acidente, e sim uma consequência direta da evolução pela seleção natural não-aleatória - única na vida, o maior espetáculo da Terra." Não há interpretações alternativas válidas para a existência da vida neste planeta. 
Richard Dawkins decidiu escrever um livro para defender essa tese e convencer a todos - sem exceção - de que Darwin tem razão. Depois de oito obras que revolucionaram o pensamento evolucionário, ele traz a público o que chama de seu "elo perdido", ligando todos os seus escritos: uma síntese pessoal das evidências científicas de que a evolução é, mais do que uma teoria, um fato estabelecido. As evidências da evolução são tão válidas e irrefutáveis quanto, por exemplo, as evidências históricas de que existiu o Império Romano: "Também os seres vivos trazem a história escrita em todo o corpo. São repletos de equivalentes biológicos das estradas, muralhas, monumentos, cacos de cerâmica e até inscrições antigas romanas, tudo esculpido no DNA vivo, pronto para ser decifrado por estudiosos". 
Para Dawkins, a visão da vida pelo prisma da evolução guiada pela seleção natural é grandiosa, sublime, e ele não mede esforços para levar o leitor a compartilhar seu arrebatamento. Nem para fulminar com argumentos inatacáveis e humor sarcástico as ideias dos que tentam defender interpretações sucedâneas - vale dizer, os "criacionistas da Terra Jovem", para quem os seres vivos foram criados por volta de 10 mil anos atrás, e os proponentes do design inteligente, que até acreditam que houve evolução, porém graças a um empurrãozinho divino. Dawkins mostra-se, como sempre, incomparável na arte de traduzir a ciência para não-especialistas. Em sua prosa premiada, a embriologia, o sequenciamento do código genético e o sistema de genes/proteínas que rege a vida ganham clareza e, mais do que isso, fascínio. Suas analogias e metáforas invariavelmente se tornam clássicas. Quem mais pensaria em recorrer à técnica do origami, aos métodos de Sherlock Holmes, a uma sátira do Monty Python e até a um balé aéreo de um bando de estorninhos para elucidar o mecanismo da evolução?

Ricardo Prata Soares, que mora na Pipa desde 2007, é sociólogo aposentado, com mestrado em ciência política e uma especialização na França, Paris I. Foi professor na PUC-MG, Unisinos-RGS e Uniube em Uberaba-MG. Depois de aposentado passou a estudar a neurociência e o Darwinismo.
Ricardo Prata convida todos os interessados em conversar sobre este tema para um batePapo na
Sexta-feira 23 de novembro às 21h
nA Cozinha da Pipa - Alto da Rua da Gameleira - PIPA
 

2 comentários:

Patrícia Sartini disse...

Gostaria de entrar em contato com Ricardo Prata Soares. Sou uma ex aluna dele e quero revê-lo. Gentileza encaminhar esta mensagem para ele. patisartini@yahoo.com.br

Patrícia Sartini

Jack dEmilia disse...

ok, Patricia. vamos repassar sua mensagem pro Ricardo