quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Além de ser escritor - Os 15 anos de Madalena Moog


MADALENA MOOG é uma banda de João Pessoa, Paraíba, Brasil, América Latina. Guitarras ligeiras, sintetizadores espaciais e metais adocicados pontuam sambas, bossas, cirandas e marchinhas “corrompidas”, fundidas em um cordel caleidoscópico-musical que vai além do 4X4 das guitarras elétricas, reverenciando o venturoso passado da música popular brasileira – observando o conselho de Donga, em seu depoimento para o Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro, em abril de 1969. Formada no começo de 2001, a banda gravou cinco EPs: “2001” (lançado somente em 2011, em comemoração aos 10 anos de formação), “Madalena Moog” (2003), “Júpiter & Seus Satélites” (2006), “Músicas tema para aviões em queda livre” (2006) e “Philipéia” (2012). Antes, final de 2001 e início de 2002, a banda lançou “As flores mortas e outros prenúncios”, álbum obscuro e, como sempre, pontuado de referências literárias. Uma resenha do álbum, na época, escrita por Rosualdo Rodrigues – autor de O fole roncou! Uma história do forró (Zahar, 2012) – trazia o seguinte título: “O rock vai à biblioteca”. O próximo álbum seria o elogiadíssimo “Universal Park” (talvez o mais elogiado da banda), de 2009, acolhido pela crítica com entusiasmo e presente em várias listas de “os melhores do ano”. Em 2010, os Moogs optaram por uma “identidade mais brasileira”, em referência à sonoridade mais “a cara do povo” do Brasil. Assim nasceu o elogiadíssimo “Samba pro seu dia” (2010), inovador e marco definidor da postura rítmica do grupo, desde então. No EP “Philipéia” (2012), destaca-se a geografia do centro histórico de João Pessoa e do sertão paraibano; a começar pela capa, onde se vê uma criança navegando tranquila, sentada na proa de um barquinho de pesca e transporte, no açude de Coremas. O álbum mais recente (“Levante Popular”, 2015) segue a trilha do “Philipéia” (quase integralmente inserido no set), e o amplia. Esta coletânea é uma síntese e um registro dos melhores momentos dessa militância musical absolutamente independente, autoral, com repertório selecionado por Patativa Moog. A seleção passeia por todas as fases da banda, de 2001 a 2016. Todas as letras, músicas e arranjos são de Patativa Moog, exceto “Bifurcação” (Edliano Valeriano e José de Jesus), “Ela só pensa em namorar” (Escurinho e Patativa Moog) e “Beco da cachaça” (Patativa Moog e Marcelo Macedo). Atualmente a banda MADALENA MOOG é composta por: Patativa Moog: vocal, back-vocal, guitarra, sintetizador, cavaquinho, sampler e efeitos; Valter Pedrosa: guitarra; Jansen Carvalho: baixo; Marcondes Orange: bateria. 
Quarta-feira, 7 de dezembro, às 20h no palco do flipAut! 2016, na mesa "Além de ser escritor", Antonio Patatativa Sales, o Patativa Moog, contará para o público na Praça do Pescador vida e "causos" desta banda que completa quinze anos de existência e comemora o aniversário lançando um novo disco.

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